<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>“A partir do momento que minha espada entrou em contato com a dele, começou a maior e mais importante batalha já vista em Besmaksas”</description><title>Besmaksas</title><generator>Tumblr (3.0; @besmaksas)</generator><link>http://besmaksas.tumblr.com/</link><item><title>5. E o quebra-cabeça começa agora!</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Presente;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Data desconhecida.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br/&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estava completamente escuro, e sinto um pouco de medo de continuar a descer aquela escada em espiral, que não parece acabar nunca. As únicas coisas de que tenho conhecimento são os passos de Lith, logo à minha frente, e a parede ao meu lado esquerdo, na qual me apoiei até agora, com medo de cair. Por causa da minha altura, não paro de bater a cabeça na parte de baixo dos degraus que acabei de descer, e isso me irrita um pouco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por causa de uma batida particularmente forte, não percebo os passos da garota se distanciando, mas escuto ela falar algo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Aqui estamos! Cuidado com o fim da escada, e procure ficar de olhos fechados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tarde demais. A parede em que eu estava me apoiando até agora some de repente, e eu caio de lado, machucando o ombro esquerdo e engolindo um bocado de terra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sento-me no chão, cuspindo a terra e falando um bocado de palavrões. Apoio minhas duas mãos no chão para me levantar e percebo, com um susto, que eu estou &lt;em&gt;vendo&lt;/em&gt; as minhas mãos. Estava completamente escuro até dez segundos atrás! Sento-me novamente e reparo que uma faixa reta de luz solar está entrando no cômodo em que estou. Começando onde minhas mãos estavam apoiadas (E o que parece ser o centro do cômodo), o feixe de luz aumenta para os dois lados, ao mesmo tempo em que meus olhos se acostumam com a claridade, até eu poder ver direito onde estou. Não é muito grande, e parece ser o único cômodo da “casa”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No centro, há uma mesa redonda e grande feita de madeira escura. Em volta da mesa, estão três cadeiras, mas eu tenho a impressão de que podem caber 20 pessoas ao redor da mesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No canto esquerdo, e mais próximo de onde estou, há uma cristaleira com vários enfeites de madeira e algumas garrafas com líquidos de cores vivas dentro deles. No canto direito, três colchões de palha, um ao lado do outro. Dois dos colchões estão arrumados, e o que resta está com os cobertores amarrotados, como se alguém tivesse acabado de levantar. No canto oposto ao que estou, posso ver uma “cozinha”. Um fogão a lenha e uma pia marrons estão separados por balcões, também marrons. Não vejo, porém, uma geladeira, o que é meio óbvio, já que não parece ter eletricidade neste lugar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porém, o que me chama mais atenção é o canto oposto ao da “cozinha”. Lá, vejo uma lareira apagada, e o que realmente me chama atenção está &lt;em&gt;acima &lt;/em&gt;dela. Duas espadas estão dispostas na parede.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A de cima é maior e parece ser maior que a minha. Sua bainha e as cordas em sua empunhadura são pretas. A espada de baixo me chama mais atenção. É bem menor que a de cima, com aproximadamente metade do tamanho. A sua cor é literalmente indefinível. No exato momento, é azul claro, porém ela muda de cor a cada piscada que dou. Sua bainha reluz de modo que não quero parar de olhar, prendendo completamente minha atenção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Bonita, não? Pertenceu ao meu avô por parte de pai. - Lith estava olhando para as espadas, enquanto falava,mas não consegui identificar para qual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- As duas? - Perguntei, levantando-me&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Ah, não&amp;#8230; Só a menor. A maior é&amp;#8230; - Vi uma coloração avermelhada tomar conta das bochechas da garota – A maior é de outra pessoa. - Terminou ela, se virando e andando até a “cozinha”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A garota jogou uma panela de barro que estava em cima do fogão dentro da pia e lavou as mãos. Depois, se virou e começou a andar em minha direção. Reparei que suas bochechas já não estavam mais coradas, e me perguntei o motivo da vergonha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto ela andava, tive a nítida impressão de que ela fosse parar na minha frente, porém ela continuou para a cristaleira e, após abri-la, pegou dois copos e olhou para mim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- O que vai querer beber? Eu acho que não seria bom você beber algo alcoólico, mas você decide – Aconselhou ela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Não&amp;#8230; Só água mesmo. Obrigado – Respondi, olhando para ela e sorrindo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lith pegou uma garrafa com um líquido transparente de dentro da cristaleira, e colocou os copos e a água em cima da mesa. Serviu dois copos de água e sentou-se em uma das cadeiras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Sabe&amp;#8230; A não ser que você esteja treinando para virar uma árvore, e eu não tenho nada contra isso, de verdade, mas você pode sentar, sabe? - A garota sorriu, mostrando dentes perfeitos, e olhou em meus olhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dessa vez, eu é que fiquei com vergonha. Olhando para o chão, me dirigi à mesa e, puxando uma cadeira, me sentei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Eu ainda estou meio fora de sintonia&amp;#8230; – Me desculpei – Eu gostaria &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt;&lt;span&gt; de entender o que está acontecendo aqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;- Entendo o seu ponto – Respondeu Lith – E vou te ajudar. A partir de agora, você pergunta e eu respondo, senhor sem memória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Dei o primeiro gole da minha água e comecei a pensar na primeira pergunta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://besmaksas.tumblr.com/post/16982849473</link><guid>http://besmaksas.tumblr.com/post/16982849473</guid><pubDate>Fri, 03 Feb 2012 14:30:00 -0400</pubDate><category>Besmaksas</category><category>bay</category><category>lilith</category></item><item><title>4. Lar, doce... Lar?</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Presente;&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;em&gt;Data desconhecida.&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;  Sempre em linha reta, a garota e eu andamos. Lilith, olhando para frente e confiante. Eu, olhando para o chão e com uma ruga de preocupação na testa.&lt;br/&gt;  &amp;#8220;Como isso aconteceu?&amp;#8221; e &amp;#8220;Como vim parar aqui?&amp;#8221; eram as únicas coisas que eu conseguia pensar. Porém, as únicas respostas que me apareciam eram &amp;#8220;não sei &lt;em&gt;o que&lt;/em&gt; aconteceu e nem sequer &lt;em&gt;aonde&lt;/em&gt; estou&amp;#8221;.  Resolvi olhar em volta e, para a minha surpresa, não vi nada diferente. É como se não tivessemos sequer andado. A paisagem não mudou em nada. Ainda sem morros, montanhas e árvores a vista, e &lt;strong&gt;muitas&lt;/strong&gt; vacas. Já fazem vinte minutos que estamos andando, eu esperava pelo menos começar a ver a casa da garota no horizonte. Começo a me perguntar se essa garota não é louca, porém cedo demais. A garota parou de andar e, agachando-se, começou a apalpar a grama, como se estivesse procurando por algo.&lt;br/&gt; - Perdeu algo? - Perguntei, erguendo as sobrancelhas.&lt;br/&gt; - Não, já achei. - Respondeu ela, segurando algo na mão direita, ainda abaixada – Mas obrigado mesmo assim! – Completou a bela garota, me olhando com um sorriso no rosto. Então, sentando-se no chão, Lilith pegou o objeto com as duas mãos (aparentemente uma argola ou algo do tipo, presa ao chão) e começou a puxá-lo em sua direção.&lt;br/&gt;  De sobrancelhas erguidas, observei a cena. Ela estava visivelmente puxando algo, porém eu não via nada nas mãos delas. Diante dessa cena, senti vontade de rir e não consegui segurar. Porém, não ri muito. Parei, assustado, e soltei a espada, que caiu no chão com um baque surdo. A garota ainda estava puxando o &amp;#8220;nada&amp;#8221;, mas agora estava conseguindo!&lt;br/&gt;  Ela estava se reclinando, agora ficando um pouco vermelha do esforço, mas o chão estava literalmente se movendo. Como um alçapão, a terra estava se abrindo em um quadrado perfeito, terminando nos pés da garota.&lt;br/&gt; - Tem como me dar uma mãozinha aqui? - Disse ela, com esforço – Meio que é pesado!&lt;br/&gt;  Acordando do susto, me agachei ao lado dela e, hesitante, coloquei as mãos por baixo do &amp;#8220;tampo&amp;#8221; de terra e o empurrei para cima. Mais leve do que imaginei, abri o resto do alçapão de terra inteiro em menos de dois segundos.&lt;br/&gt;  Levantei-me, batendo as mãos para retirar a terra, e olhei para dentro do buraco quadrado agora aberto no meio da grama. Quase não consegui ver nada, fora mais ou menos dez degraus, em espiral.&lt;br/&gt; - Ah, deve ser muito prático ser um de vocês. - Disse Lilith, também batendo as mãos.&lt;br/&gt; - Olha, ãh&amp;#8230; Lilith. Me desculpe, mas&amp;#8230; &amp;#8220;Um de vocês&amp;#8221;? - Eu disse, incomodado – Isso esta indo longe demais!&lt;br/&gt;  Ao contrário do que eu esperava, a garota não demonstrou estar ofendida com o que eu disse, nem nada parecido. Simplesmente deu um sorriso e respondeu, delicadamente&lt;br/&gt; - Tudo bem, tudo bem. Em primeiro lugar, Lilith é muito formal. Pode me chamar de Lith – Repetiu ela – Em segundo lugar, pode ficar calmo. Eu vou te ajudar a recuperar a memória, senhor Bay. E, em terceiro lugar&amp;#8230; Lembre-se de pegar a sua espada!&lt;br/&gt;  Surpreso, peguei a espada da bainha branca do chão e segui Lith para dentro do buraco.&lt;br/&gt; - Ah, sim&amp;#8230; Lembre-se de fechar a porta ao passar, ok? - Pediu ela docemente, já quase com o corpo inteiro abaixo da terra.&lt;br/&gt;  E foi o que fiz. Desci alguns degraus, puxei a &amp;#8220;porta&amp;#8221; com apenas uma mão e a fechei, deixando-nos no completo breu.&lt;/p&gt;</description><link>http://besmaksas.tumblr.com/post/16824597372</link><guid>http://besmaksas.tumblr.com/post/16824597372</guid><pubDate>Tue, 31 Jan 2012 13:39:00 -0400</pubDate><category>Besmaksas</category><category>Bay</category><category>Lilith</category></item><item><title>Sumário de capítulos adicionado!</title><description>&lt;p&gt;É basicamente o &amp;#8220;arquivo&amp;#8221; com outro nome, mas se quiserem procurar um capítulo de maneira fácil, é só clicar no &amp;#8220;Sumário de Capítulos&amp;#8221; ali em cima, ou &lt;a href="http://besmaksas.tumblr.com/archive" title="Sumário" target="_self"&gt;aqui&lt;/a&gt; mesmo =]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Boa leitura!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Rfz&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://besmaksas.tumblr.com/post/16824338328</link><guid>http://besmaksas.tumblr.com/post/16824338328</guid><pubDate>Tue, 31 Jan 2012 13:32:05 -0400</pubDate></item><item><title>3. Uma estranha amigável</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Presente;&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;em&gt;Data desconhecida.&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;    &lt;br/&gt;    Não sabia o que fazer. Fiquei sentado no chão, olhando para o que havia me assustado. De repente, a figura nova se curvou para o lado, sobressaltando-me novamente, e tornando possível distinguir a sombra. &lt;br/&gt;  Era uma mulher. Tinha cabelos castanhos, compridos e ligeiramente enrolados. Seu rosto era lindo. Tinha a pele mais morena que a minha, e seu rosto era diferente. Enquanto o meu é mais quadrado e fechado, o dela é bem mais fino e delicado, e suas bochechas são mais salientes e rosadas. Ela está vestida com os trajes comuns de uma camponesa&lt;br/&gt;    Então, entendi por que ela havia se curvado. Estava rindo profundamente, o que deixava seu rosto avermelhado. Pressionava sua barriga com os dois braços e, com frequência, perdia o fôlego e era obrigada a puxar o ar com força, fazendo barulho. &lt;br/&gt;    A garota ficou assim por algum tempo até que, impaciente, levantei-me devagar, observando-a.  Ela, em contrapartida, continuou a rir. Ao reparar, porém, que eu havia me levantado, ajeitou sua postura e, ao mesmo tempo que enxugava uma lágrima, murmurou um “Olá” meio engasgado.&lt;br/&gt;    Espantado , levantei as sobrancelhas, acentuando meus olhos de cores diferentes, sem querer. Não esperava que ela me recebesse com um “olá”. Por outro lado, não sabia muito bem o que esperar, e fiquei sem saber o que fazer.&lt;br/&gt;    Decidi murmurar um “oi” de volta. Me espantei, dessa vez, com a minha voz. É grave e confiante, e também calma e serena. Não me lembrava dela assi, e é desconfortante estranhar a minha própria voz. Me pergunto por quanto mais tempo este sonho vai continuar.&lt;br/&gt;    A garota, que agora tinha terminado de enxugar suas lágrimas do riso, olhou nos meus olhos e disse, com firmeza: &lt;br/&gt;  - Desculpe por aquilo, -  Sua voz era extremamente doce, porém tinha um timbre que transmitia muita confiança - eu realmente não quis ser inconveniente, sem contar que nunca esperava que eu fosse assustar um Asura desse modo, ainda mais com vocês tão escassos por aqui.&lt;br/&gt; - Vo&amp;#8230; Você&amp;#8230; Não foi nada, eu só&amp;#8230; Só me assustei - Gaguejei em resposta. Após alguns segundos, porém, fiquei confuso - Espera&amp;#8230; Asur&amp;#8230; O que é&amp;#8230; Pera&amp;#8230; Quem é você? Aliás, quem sou EU? - Joguei perguntas, quase que aleatoriamente, sem querer.&lt;br/&gt; - Calma, calma, senhor Bay. Em primeiro lugar: SIM! Eu sei que você é um Asura, por motivos óbvios. Em segundo lugar&amp;#8230; Prazer. Meu nome é Lilith. &lt;br/&gt;  Após terminar essas palavras, a garota abriu um meio sorriso e levantou a mão, para me cumprimentar. Surpreso e confuso, cumprimentei a bonita estranha. O toque de sua pequena mão é muito macio e suave. Suave até demais para uma camponesa.&lt;br/&gt; - Muito prazer em conhecê-la, senhora Lilith. Eu diria o meu nome mas&amp;#8230; Eu não me lembro- Respondi, soltando a mão da garota e olhando para o chão, confuso. &lt;br/&gt;  A garota soltou uma risada alta e gostosa, me assustando de novo.&lt;br/&gt; - Ah, nunca me chamaram de senhora antes. Pode me chamar de Lith. - Um olhar confuso passou pelo seu rosto - E como assim você não se lembra o seu nome? Não há razão para mentir, Bay.&lt;br/&gt;  Olhei para ela e reparei que ela estava falando sério, e senti-me um pouco ofendido. Ele não sabia o próprio nome, por que aquela mulher saberia?&lt;br/&gt; - Não estou mentindo, eu &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; me lembro. E por que razão você fica me chamando por esse nome&amp;#8230; Bay? - Estava começando a ficar irritado com a situação. Queria resolver isso, ou acordar logo. Qualquer coisa que o tirasse dessa situação.&lt;br/&gt; - Eu li na sua espada, enquanto você estava ai deitado. Você ficou desacordado ai bastante tempo, sabia? Pelo menos uma semana. Não conheço muitas coisas que podem deixar um de vocês desacordado tanto tempo. O que aconteceu com você? - Indagou Lith.&lt;br/&gt; - Eu realmente não lembro&amp;#8230; – E continuou – Tudo que eu me lembro é acordar no meio dessas vacas e&amp;#8230; Bem, e de ver uma garota rindo de mim – Disse, novamente olhando para o chão. &lt;br/&gt;  A garota, Lilith, me olhou com um ligeiro sorriso no rosto. Após alguns segundos, aparentemente havia chegado a uma conclusão.&lt;br/&gt; - Certo. Se tem uma coisa que eu sei fazer bem, é perceber quando alguém está mentindo. E eu vejo que você está falando a verdade. Não sei como diabos você perdeu a sua memória, mas eu vou tentar te situar um pouco. Vem comigo, vamos para a casa da minha família. Não é longe. &lt;br/&gt;  A garota convidou me convidou a segui-la, com um movimento de cabeça, e se virou de costas, começando a andar. Segui-a, prontamente, mas parei dois passos depois. A garota tinha parado e se virado.&lt;br/&gt; - Se você quer um conselho, eu digo para você pegar a sua espada. Um Asura não vive sem a sua espada por muito tempo hoje em dia.&lt;br/&gt;  “Essa menina precisa parar de me chamar disso”, pensei, mas ainda assim me virei e peguei a espada do chão, com cautela. Não gostaria que aquela explosão de luzes acontecesse novamente, e realmente não aconteceu. Consegui levantar a espada normalmente do chão e, percebendo que Lilith já tinha começado a andar, segui-a.&lt;/p&gt;</description><link>http://besmaksas.tumblr.com/post/16824155060</link><guid>http://besmaksas.tumblr.com/post/16824155060</guid><pubDate>Tue, 31 Jan 2012 13:27:00 -0400</pubDate><category>Bay</category><category>Lilith</category><category>Besmaksas</category></item><item><title>2. Aonde Estou?</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Passado;&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;em&gt;Data desconhecida.&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;  O homem de cabelos negros ainda estava lá, sentado na grama e tentando, com todas as suas forças, lembrar de algo. Estava com os olhos fechados, concentrado, quando um barulho logo atrás dele o assustou e, acordado de seu devaneio, olhou, supondo ser uma vaca. Ao se virar, reparou que estava certo. Realmente, uma das vacas tinha se deitado, fazendo barulho, mas ele reparou também na coisa que mais chamou sua atenção até agora: a espada. Virou-se no chão, ainda sentado, de modo que seu corpo ficou virado para a espada. Após um momento de indecisão, resolveu pegar a espada. Que mal poderia acontecer?&lt;br/&gt;    Estendeu a mão direita e pegou no punho da espada. Assim que a tocou, um claror vermelho saiu de sua mão e entrou na espada, o que o deixou intrigado, mas a sua curiosidade era maior. Levantou a espada, e ao fazê-lo, reparou na palavra “Bay” escrito na lâmina, em letras pretas. Não sabia o que a palavra significava, então logo olhou para a bainha da espada, e a pegou também, com a mão esquerda. O mesmo claror aconteceu, porém com mais intensidade, o que o intrigou ainda mais.&lt;br/&gt;  Teve um impulso e resolveu embainhar a espada, e então o fez. A espada era tão comprida que, para embainhá-la, ele teve que abrir quase completamente seus dois braços.&lt;br/&gt;  Assim que o colar da espada encostou na boca da bainha, o homem sentiu uma pulsação muito forte, saindo do seu coração, passando pelos seus braços, mãos, e finalmente entrando na espada. Ao mesmo tempo, uma forte luz vermelha saiu da espada e das mãos do homem e fluiu no ar, como fogo. Com o susto, o homem jogou a espada para frente e se levantou, assustado. Ficou então parado, olhando para a espada com os olhos ligeiramente arregalados, sem entender nada.&lt;br/&gt;    Quando achou que as coisas não podiam piorar, ainda assustado o homem ouviu uma leve risada do seu lado, e viu, de canto de olho, uma pessoa se aproximando rapidamente, o que o fez se assustar novamente, e se jogar para frente, em direcão à espada, caindo quase em cima dela. Esse movimento fez alguma vacas ficarem irritadas e saírem bufando da roda. &lt;br/&gt;    Reparou na figura que o tinha assustado, mas não conseguiu distinguir nada, além de um contorno de uma pessoa, com as duas mãos apoiadas na cintura, ofuscado pelo sol.&lt;/p&gt;</description><link>http://besmaksas.tumblr.com/post/16607110314</link><guid>http://besmaksas.tumblr.com/post/16607110314</guid><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 20:58:00 -0400</pubDate><category>Bay</category><category>Besmaksas</category></item><item><title>1. Bizarro, no Mínimo.</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Passado;&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;em&gt;Data desconhecida&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;    Era uma manhã como outra qualquer no campo. O sol estava nascendo, o que dava um tom alaranjado para a grama e para as vacas que pastavam por ali. A planície se estendia até aonde os olhos podiam ver e nada se destacava, exceto por uma coisa: um grupo particularmente grande de vacas que estavam formando um círculo, em volta de uma pessoa deitada no chão.&lt;br/&gt;    Era um homem. Estava de olhos fechados, como se estivesse dormindo, em uma posição estranha, perceptivelmente jogado lá sem muito cuidado, com os braços e pernas abertos, lembrava uma estrela do mar. Vestia um quimono muito largo, porém feito de panos mais finos, e aparentemente mais leve. Tinha cabelos muito longos, que estavam jogados por cima da grama, e tão pretos que contrastavam com sua pele branca de modo estranho.&lt;br/&gt;    Porém, o que mais chamava atenção na cena bizarra era uma espada, que tinha uma lâmina muito comprida. Estava no chão ao lado do homem, porém aparentemente fora colocada lá com mais cuidado. Tinha o punho branco com cordas pretas, e sua bainha, também branca, estava colocada paralelamente ao lado dela. Em sua lâmina, que era muito brilhante e refletia a luz alaranjada do sol, estava escrito um nome, em letras pretas: Bay&lt;br/&gt;    E assim a bizarra cena ficou , até que o sol chegou quase ao topo do céu, quando finalmente uma das vacas tomou coragem e seguiu na direção do homem. A vaca, lentamente, chegou com o nariz perto do rosto do homem, e, após cheirá-lo um tempo, deu-lhe uma lambida no rosto.&lt;br/&gt;    O homem finalmente acordou, assustando-se. Ao abri-los, revelou olhos lindos. O direito era de um azul muito vivo, porém o esquerdo era escuro, quase tão preto quanto seu cabelo.&lt;br/&gt;    Com um salto, o homem se sentou, arregalou os olhos para a vaca que havia lhe lambido, e ficou assim por alguns segundos, aparentemente desorientado, até conseguir pensar novamente, e fazer algo.&lt;br/&gt;    Pouco a pouco, começou a reparar as coisas à sua volta. Ao apoiar-se na grama, reparou que ela estava relativamente quente, por causa do sol. Olhou, mais uma vez, para a vaca que lhe lambera, que continuava parada no mesmo local, olhando para os cabelos enormes do homem, e viu que ela era branca, com uma única bola marrom envolvendo o olho direito, o que faria o homem rir, se ele não estivesse tão confuso. Então, sentiu-se nu, e olhou para baixo para verificar , mas constatou que estava vestido, e percebeu porque achara que estava nu: O tecido do quimono era extremamente leve, a ponto de o homem não senti-lo no próprio corpo. Levantou a mão direita e apalpou o tecido. Quase não dava para senti-lo entre os seu dedos, de tão fino que o tecido era, e isso deu ao homem a sensação de que o quimono iria rasgar instantaneamente. &lt;br/&gt;    Ficou assim por um momento, pensando. “Devo estar sonhando”, ponderou o homem. Este lugar era calmo, pacífico e silencioso demais para ser real. Tudo que se ouvia era o barulho das vacas andando para lá e para cá. Era tão calmo que o homem sentiu vontade de deitar-se e dormir novamente. Lutou, porém, contra essa vontade. “Tenho que tentar entender o que está acontecendo&amp;#8230; Ou tentar acordar”. Rapidamente, após esse pensamento, o homem se beliscou para tentar acordar. Sem sucesso, a única coisa que conseguiu foi um braço dolorido. &lt;br/&gt;  O homem começou, agora, a ficar desconfortável. Não se lembrava de ter deitado ali, nem de ter ido até lá. De fato, o homem reparou que nunca havia visto esse lugar na vida. ”A única vez que vi vacas foi quando&amp;#8230;” o homem parou e olhou para o chão, confuso. Não conseguia se lembrar quando havia sido a última vez que havia visto vacas. Nem uma lembrança sequer. Ao perceber isso, um sentimento de medo o atacou. Como podia não se lembrar? Vasculhou por sua cabeça por alguma memória, mas não achou nada. Nem sequer um flash. Nem mesmo o seu próprio nome.&lt;/p&gt;</description><link>http://besmaksas.tumblr.com/post/16525917057</link><guid>http://besmaksas.tumblr.com/post/16525917057</guid><pubDate>Thu, 26 Jan 2012 12:59:00 -0400</pubDate><category>Bay</category><category>Besmaksas</category></item><item><title>0. Prólogo</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Passado;&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;em&gt;12 de dezembro de 2020.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era uma noite escura, como todas as outras noites do mês tinham sido. Um homem estava parado em uma esquina, apoiado em um poste de luz apagado, com um relógio de pulso na mão. Estava vestindo uma jaqueta comprida e preta, que descia até seus joelhos, e uma calça Jeans também preta.&lt;br/&gt;  Um barulho de chaves abrindo uma porta, em uma das casas do quarteirão, quebra o silêncio da noite, acordando o homem de um longo devaneio. Assim que a porta começa a se abrir, ele começa a andar em um passo rápido, porém calmo, em direção a casa. Ao chegar na porta, tirou do cós de seu jeans um revolver, e apontou-o para a porta, tremendo ligeiramente.&lt;br/&gt;  Vagarosamente, a porta foi se abrindo, deixando aparecer um homem alto, de cabelos pretos e curtos, vestindo um terno cinza.&lt;br/&gt;  O homem de terno olhou com seus olhos azuis para a arma apontada em sua direção, e calmamente terminou de fechar a porta. Olhou, então, para o homem com a arma e encaminhou-se na sua direção.&lt;br/&gt;  Ao se aproximar, parou e observou um gato deitado em cima de um muro,e assim ficou, até que o outro homem, com uma voz grave, falou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Você está pronto?&lt;br/&gt; - Eu nunca estarei pronto o suficiente, você sabe disso - respondeu o homem dos olhos azuis , sem desviar sua atenção do gato.&lt;br/&gt; - Certo&amp;#8230; Me perdoe, então. - disse o homem de boné, engatilhando o revolver. &lt;br/&gt;    O barulho do tiro foi muito alto, soando pela escuridão, acordando alguns moradores da região. Porém, antes mesmo do eco do primeiro tiro acabar, outro som de tiro foi escutado pelos moradores do bairro.&lt;/p&gt;</description><link>http://besmaksas.tumblr.com/post/16508161939</link><guid>http://besmaksas.tumblr.com/post/16508161939</guid><pubDate>Thu, 26 Jan 2012 00:54:00 -0400</pubDate><category>Prólogo</category><category>Besmaksas</category></item></channel></rss>
